O Reino da Divina Vontade:
O que é a Divina Vontade?
A Divina Vontade é o próprio modo de viver de Deus — eterno, perfeito, infinito.
Viver na Divina Vontade é permitir que Deus realize em nós Sua própria Vida, Suas obras e Seus planos. É uma espiritualidade de profunda união, que transforma o coração e devolve ao homem a harmonia original com o Criador.
Quem é Luisa Piccarreta?
Luisa Piccarreta (1865–1947), conhecida como a “Pequena Filha da Divina Vontade”, recebeu de Jesus ensinamentos sobre o Reino da Sua Vontade na Terra.
Seus escritos, reunidos nos 36 Volumes, revelam a profundidade do chamado à vida divina que Deus oferece aos Seus filhos.
Por que este conteúdo é importante?
Porque conduz à santidade no cotidiano, ensina a confiar plenamente em Deus e ajuda cada pessoa a transformar suas ações, pensamentos e intenções em atos divinos.
Luisa Piccarreta a pequena filha da Divina Vontade:
A serva de Deus Luisa Piccarreta nasceu em 23 de abril de 1865, na pequena cidade de Corato, da arquidiocese de Trani, Província de Bari, no sul da Itália.
Aí sempre viveu e morreu com fama de santidade, em 4 de março de 1947, com oitenta e dois anos.
Passou longas décadas da sua vida na cama. Em cima e em volta dos quatro lados da cama havia uma estrutura de metal leve com cortinas que transformavam a cama em um claustro de apenas dois metros quadrados.
Jesus a visitava e a ensinava como moldar seu ser interior à Sua Semelhança.
A Santíssima Virgem também sempre a visitava, com as mesmas intenções de fazer de Luisa uma cópia perfeita do interior de Jesus e Dela própria.
Luisa estava continuamente sob a autoridade da ‘Senhora Obediência’ à qual sempre se submetia e se entregava com amor e serenidade. Essa Obediência era imposta por seus confessores designados pelo arcebispo que os nomeava.
Na época da epidemia do cólera que afetou muito a região de Corato, Luisa aceitou de Jesus o pedido de se colocar em estado de alma vítima de reparação por alguns dias, e o cólera cessou.
Aos vinte e um anos, seu novo confessor, pe. Michelle de Benedictis, a fim de conhecer, testar e discernir seu espírito, impôs a Luisa a condição de que, só podia aceitar o sofrimento de reparação como vítima, solicitado por Jesus, com o consentimento dele.
Luisa informou seu confessor o desejo de Jesus de que fosse alma vítima Reparadora da Justiça Divina ‘por algum tempo’ e pediu a obediência. O confessor deu permissão, e aquilo que ela pensou que duraria uns quarenta dias, durou todo o restante de sua vida, acamada permanentemente, sem que jamais ficasse doente ou desenvolvesse escaras.
Esse seu estado habitual de vítima desencadeou uma nova série de graças singulares.
Jesus a visitava, preparando-a para o ‘casamento místico’, levando-a à perfeita conformidade com a Vontade de Deus.
E ainda teve outras uniões místicas, como a da Cruz. Em certa manhã, mostrando-Se como o Salvador Crucificado, Jesus lhe deu os mais dolorosos estigmas de Sua Paixão. Mas, satisfazendo os desejos de Luisa, Ele os deixou invisíveis, sem nenhuma manifestação externa. Desde então, ela sofreu as dores da Crucifixão, que o próprio Jesus nela renovou.
Luisa teve de aprender, no decorrer dos anos, que até seus bons desejos e propósitos, como, por exemplo, querer sofrer pelos pecadores ou querer ver Jesus visivelmente, tinham de se render à Divina Vontade.
Em 1898, por ocasião da morte de seu confessor, um novo confessor, pe. Gennaro di Gennaro, assumiu a responsabilidade dos cuidados dela pelos vinte e quatro anos seguintes. E como primeira solicitação, colocou-a sob a obediência de escrever tudo que já tinha acontecido entre ela e Jesus, desde o princípio. Ela começou a escrever, em fevereiro de 1899.
Jesus continuou preparando Luisa para algo ainda maior, que deveria acontecer: o viver na Divina Vontade.
No ano de 1900, Jesus lhe falou sobre isso pela primeira vez e lhe deu a Graça de todas as graças, o Dom dos dons, de Viver na Divina Vontade, bem como a designou
‘a Pequena Filha da Divina Vontade’.
Com Luisa, no seu silêncio e vida oculta, Nosso Senhor lançou um novo Tempo de Graça, o verdadeiro reinado da Divina Vontade na terra, numa criatura, e a realização do pedido do Pai Nosso: “Seja feita a vossa Vontade assim na terra como no Céu.”
FIAT VOLUNTAS TUA SICUT IN COELO ET IN TERRA.
Luisa escreveu trinta e seis volumes sobre a doutrina de viver na Divina Vontade, obra denominada ‘Livro do Céu’, e também outras obras como ‘As vinte e quatro horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo’, ‘A Virgem Maria no Reino da Divina Vontade’. Estas obras tiveram o Nihil Obstat e o Imprimatur da autoridade eclesiástica a mando do Arcebispo de Trani.
A obediência de escrever foi revogada e ela encerrou o último capítulo do volume trinta e seis em 28 de dezembro de 1938.
Luisa morreu no dia 4 de março de 1947, às seis horas da manhã, após ter sofrido a única doença que teve, uma pneumonia breve, mas intensa.
Depois de quatro dias de veneração pública do seu corpo, teve um funeral triunfante, reconhecimento de todos de sua época e da sua região, como testemunham as fotografias tiradas na ocasião.
Hoje, seus restos mortais se encontram na Igreja paroquial de Santa Maria Grega em Corato, e sua Casa se tornou esplêndido e piedoso museu de visitação.